Alergia alimentar exige cuidados no ambiente escolar

Reação exagerada do sistema imunológico, a alergia alimentar ocorre após ingestão de algum alimento, com maior frequência na infância, a partir de qualquer idade, sendo que a prevalência nessa faixa etária é de 6-8%. O quadro clínico é variado, sendo as manifestações na pele as mais frequentes, com manchas avermelhadas e coceira, acompanhadas ou não de inchaço (urticária).

A alergia alimentar também pode ser um fator desencadeante da dermatite atópica, normalmente nas formas moderadas e graves. Nesse casos, com manchas avermelhadas, coceira intensa e a pele mais ressecada. Os sintomas gastrointestinais, com vômitos e diarreia também podem fazer parte dessa doença, assim como os sintomas respiratórios. É importante ressaltar que a dificuldade na respiração, quando presente, na maioria das vezes, faz parte de um quadro de anafilaxia (coceira na garganta, tosse ruidosa, rouquidão, tosse chiado peito e falta de ar). O diagnóstico de alergia alimentar como causa de rinite alérgica ou asma é raro e difícil de ser evidenciado, sendo que aqueles quadros respiratórios que acontecem frequentemente nas crianças (tosse, catarro, sintomas nasais) não estão relacionados com alergia alimentar.

Matéria completa aqui
 

Crianças podem usar maquiagem?

Em nosso meio, o uso de cosméticos na infância, incluindo maquiagem, cresce a cada dia. Esse comportamento tem sido motivo de pesquisas, com a finalidade de se utilizar produtos mais específicos e mais seguros para essa faixa etária.

Sabemos que, por características próprias da idade, a pele da criança é mais sensível e permeável, pois está em desenvolvimento e alcança sua maturação completa por volta dos quatro anos de idade. Por isso, apresenta maior risco de reações de irritação, toxicidade e alérgicas.

O uso de maquiagem na infância tem característica lúdica, onde “imitar hábitos dos adultos”, principalmente da mãe, desperta a curiosidade das crianças, mas é fato que há um estímulo do nosso meio, incentivando esse hábito de forma precoce. Pelos fatores colocados acima, o uso de maquiagem dever ser supervisionado, de preferência a partir dos três anos de idade, observando alguns cuidados.

Listo algumas considerações para o uso seguro de maquiagem nas crianças:

  • A maquiagem utilizada nas crianças deve ter baixo poder de fixação e ser facilmente removida da pele com água.

  • Esmaltes permitidos para crianças são aqueles à base de água, que saem sem a necessidade de usar acetona ou removedor, e por não possuírem solvente, o cheiro é bem diferente dos esmaltes para adultos.

  • Batons e brilhos labiais devem colorir os lábios temporariamente.

  • Todos esses produtos devem possuir número de registro na Anvisa (como produtos infantis) e são classificados em Grau de Risco 1 (produtos com mínimo risco de desencadear reação) ou Grau de Risco 2 (produtos com risco potencial), observação que deve ser feita na hora da compra e/ou utilização.

Maquiagem para uso em adultos não deve ser usada nas crianças. Lembrando que as crianças alérgicas têm maior chance de reação ao uso de cosméticos. Qualquer sinal de irritação, a maquiagem deverá ser retirada e esse fato relatado ao médico.

 

É possível se prevenir da rinite alérgica?

A rinite alérgica acontece devido a um processo inflamatório não infeccioso presente na mucosa do nariz. O problema pode ser desencadeado por fatores alérgicos e não alérgicos. “Dentre os fatores alérgicos, podemos citar os ácaros (presentes na poeira domiciliar), fungos, epitélios de animais etc”, afirma alergista Rosana Neves. Evitar esses fatores alérgicos é a forma mais efetiva de prevenir e tratar a doença...

Matéria completa aqui
 

Quais são as consequências de rinite alérgica não tratada?

A rinite alérgica é uma reação exagerada do sistema imunológico aos alérgenos, que são partículas inaladas consideradas estranhas pelo corpo. Dessa forma, há uma tentativa de proteção do organismo que resulta em sintomas como obstrução nasal e espirros. Quando a rinite não é tratada, corre-se o risco de do surgimento de algumas complicações...

Matéria completa aqui
 

ALERGIA... SAIBA MAIS

A alergia acontece por uma reação exagerada do organismo após o contato com certas substâncias, as quais são inofensivas para a maioria das pessoas.

Ao contrário do que muitos acreditam, não é uma “baixa imunidade” e sim um sistema imunológico funcionando de forma exagerada e desordenada.

Essas reações podem ser desencadeadas por várias substâncias como os ácaros, fungos, pêlos de animais (cão, gato...), alimentos (principalmente na infância), remédios e insetos, e os sintomas desses quadros são variados e podem acontecer em qualquer idade.

É provável que quando nos referimos a “doenças alérgicas” os sintomas respiratórios e cutâneos sejam os mais lembrados pela sua frequência e porque, muitas vezes, ocorrem simultaneamente em uma mesma pessoa, mas o acometimento de outros órgãos e situações mais graves, como choque anafilático podem estar presentes.

A investigação de possíveis fatores desencadeantes é importante para uma orientação e tratamento adequados, realizada através de consulta médica com especialista e exames complementares, incluindo testes alérgicos.

O sucesso do tratamento depende dessa investigação ampla, mas também do compromisso do paciente com as orientações recebidas, quanto ao uso dos remédios prescritos, cuidados com o ambiente de casa e cuidados pessoais, como higiene nasal, hidratação da pele, cuidar da ansiedade.... é necessário cuidar do organismo como um todo para um melhor controle dessas doenças.

E, uma questão de grande importância, não use medicamentos por conta própria, o remédio que funciona para o seu amigo pode ser perigoso para você.

 

REPELENTES

Nos meses mais quentes do ano há uma proliferação maior de mosquistos, que além de reações alérgicas, podem causar outras doenças, como Dengue, Zika,Chigungunha e Febre Amarela. Uma das medidas utilizadas para evitar picada desses insetos, é a utilização de repelentes, que são substâncias aplicadas na pele que afastam os insetos, mas algumas regras são importantes para a sua eficácia e segundo as Sociedades de Pediatria e Dermatologia, seguem algumas normas.

  • Crianças abaixo de 6 meses não devem utilizar os repelentes – podem fazer uso de mosqueteiros e roupas compridas.
  • Dos 6 meses aos 2 anos de idade o repelente a base de IR3535 pode ser usado, mas seu tempo de ação é muito curto, apenas 4 horas e o ideal é que seja aplicado uma única vez ao dia, nessa faixa etária.
  • Acima dos 2 anos de idade, podem ser utilizados os repelentes infantis, aqueles que contem em sua fórmula DEET, IR3535 e ICARIDINA, sendo que até os 7 anos de idade, devem ser aplicados até 2 vezes ao dia e após essa idade, é permitido utilizá-los 3 vezes ao dia.
  • Acima dos 12 anos, todos os repelentes comercializados e regulamentados pela ANVISA podem ser utilizados, incluindo as mulheres GRÁVIDAS e pacientes IDOSOS.
  • Não aplicar próximo aos olhos, nariz e boca e sempre lavar as mãos após o contato.
  • Não usar mais que 3 vezes ao dia.
  • Quando fizer uso de protetor solar, aplicar o repelente após 15 minutos.
  • Não dormir com repelente, tome um banho para remover o produto.

Repelentes naturais não têm eficácia comprovada, assim como dispositivos elétricos luminosos ou ultrassonicos. O uso de substâncias como Vitamina B também não são eficazes nessa prevenção.

Procure sempre um médico para esclarecer suas dúvidas